quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tempestade


Chove em mim
olhos vermelhos
espectros, espelhos
amanheci assim

Aqui, gotas
coração arredio
eu por um fio

De mim, já não sei
reflexo de outrora
chove muito agora

Aqui, mar
anoitece o coração
eu nua, solidão

Chove em mim
eu coragem: covarde.
Amanheça, alma que arde!
que não seja o fim
que não seja tarde...

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