
Ontem, eu era toda madrugada.
Misturada a copos, sonhos e corpos, eu era toda coração.
Procurei, respiração ofegante, teu olhar.
Em cada barulhenta esquina.
Tentei reconhecer, alma inquieta, tua voz.
Em cada barulhenta esquina.
Só encontrei silêncio.
Solidão.
Saudade.
Em cada barulhenta esquina.

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