
É novo o ano
e no fim resta mais do mesmo:
alegria angustiada
fome que dilacera
meninos perfurados
por fuzis encantados
medo de amar
e da falta de amor.
Liberdade que redime
solidão que oprime
copos cheios
corações vazios
pés descalços
olhares doloridos.
O ano é novo
e no fim resta mais do mesmo:
noites e dias
corpos nas ruas
cruas almas
desatados nós
desencanto
desencontro.
Novíssimo ano
das mais mentirosas promessas
da mais fulgaz alegria
Ano novo, velho ano.
Feliz dia internacional do mesmo.

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