quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pedaços de mim


Ao te anoitecer em mim
Desfaço-me.
Pó e carne.
Uma alma salva, enfim.

Quando em mim amanhece:
a intensidade!
Única verdade
que no entardecer emudece.

As flores, cada qual mais linda
Calam-se
Amargas
Outra primavera se finda

Uma lágrima, solidão.
Saudade.
Vontade.
Cristal em pedaços, chão.

Outra vez anoiteceu.
Eu, tua.
Sim, nua.
Ah! Amante meu...

Que não venha logo a tarde
Pra calar
Matar
esse sonho que arde...

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