Abismos tão breves me convidam. Aceito. É na noite que amanheço, cheia de vertigem. Desfaleço na noite que é dia. E nela, onde tudo é turvo, onde tudo é límpido, me deleito. Cometo deliciosos delitos: são meus corajosos medos. Com destreza, revelo minhas falhas – por sinal meus maiores orgulhos, objetos de desejo. Noite e eu. Ensolarado dia frio. Cantarolando, derramo as mais sinceras dores de amor. Eu e a noite. Enfurecidamente, sou traída pelas minhas mais escancaradas gargalhadas.
Amanheceu-anoiteceu repentinamente. Já era hora. Abismos me retalham. E descaradamente fogem de mim. Aceito. Caminho e multidão. Só.Fim.
Amanheceu-anoiteceu repentinamente. Já era hora. Abismos me retalham. E descaradamente fogem de mim. Aceito. Caminho e multidão. Só.Fim.

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