

Prometo negar:
beijo a um desconhecido,
Ou ao amor não correspondido,
entrega à paixão proibida,
Quando o carnaval terminar.
É promessa minha não aceitar:
A última cerveja, a dos embebedados,
A cachaça pura, com lágrima e suor,
A noite com poesia e risos,
Quando o carnaval terminar.
Renunciarei meus vícios:
Samba pela madrugada. Abraços sem fim. Copos esvaziados. Risadas escandalosas. Sorriso singelo. Choro sincero. Música na chuva. Paixão desenfreada. Boemia.
Amor sem medida.
Amar. Amor. Amar.
Se o carnaval acabar.
Quando o carnaval terminar, eu prometo:
Será o fim da alegria,
Serei poeira, solidão, cinza,
E sofrerei por aí, em cada esquina,
Triste sem o carnaval...