
Renuncio:
os amores que foram
todos que virão
a poesia embebedada,
as tentações pecaminosas,
o gosto, o credo, a paixão.
Renuncio:
os amores que ficaram
aqueles que não serão,
versos apressados,
noites demoradas,
o olhar, o desejo, a rendição.
Renuncio:
todo amor que tenho,
recatado, desenfreado,
a utopia proibida (e a permitida)
a impetuosidade colorida,
o ensejo, a loucura, o coração.
Denuncio:
uma mulher cheia de pecado
renunciou a alegria,
desfaleceu cheia de virtudes;
eis um corpo gelado,
triste
estirado
no chão.

Muito, muito bom.
ResponderExcluirQuem renuncia tanto morre.
ResponderExcluirQuanta vida Tatá!!!!!!
ResponderExcluirSou fã dos seus poemas, moça! =)
ResponderExcluirEscrever liberta a alma.
ResponderExcluiressa poesia foi postada no dia do meu aniversário em 2010. Ano em que renunciei, denunciei, morri e renasci... Nossa! Que lindo e que estranho. rsrs Um dia te conto essa história. rsrs
ResponderExcluirNossa! Sério,dri??? Quero saber!
ResponderExcluir