quinta-feira, 26 de julho de 2012

Perigo







E quando a porta foi aberta
Entraram monstros em forma de amor
Puseram-me venda
Deram-me prendas:
Beijos e entrega
Risadas e versos

Mas pela porta os amores se vão
Ficam fantasmas que puxam os pés
Roubam-me a voz
Pregam-me peça:
Risadas maléficas
Gritos histéricos

A porta ainda está entreaberta.
Sem a cegueira de outrora,
fecho as frestas com minhas próprias mãos

Um placa diz:
Aqui ninguém entra,
daqui ninguém sai.

Somos prisioneiros:
Eu, os fantasmas, o coração.