terça-feira, 3 de maio de 2011

Pranto


Grito
Há um homem esfacelado
Por inteiro proibido
Coração enredado

Choro
É solidão que não termina
Mundo vasto, eu pequena
Coração desafina

Saudade
Do efêmero infinito
Meia-noite com acalanto
Coração invadido

Segredo
Tempestades na madrugada
Outrora poesia, hoje pranto
Coração embriagado

Suspiro
Há uma moça tão triste
Por inteiro calada
Coração que insiste
Eu, só, fuligem...

Mais nada.